O primeiro dia do 14º Congresso de Inovação na Gestão Pública - Judiciário mostrou os avanços da justiça de São Paulo na informatização do processo judicial, e apontou um cenário extremamente favorável à distribuição rápida de justiça. Já se pode falar, mostrando exemplos, em fóruns totalmente informatizados, com balcão de atendimento de um único metro. A estrutura física resume-se à recepção, sala de audiência e gabinete de juiz, sem a necessidade de cartórios. Varas informatizadas, de qualquer área, convivem no mesmo espaço, sem um único pedaço de papel. Essa realidade inimaginável a alguns anos foi exibidada pelo diretor de tecnologia da informação do TJSP, e pelo diretor da empresa Softplan, que auxilia no desenvolvimento dos projetos de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso e Acre. A integração entre defensorias públicas, procuradorias municipais e estaduais, receita federal, ministério público e judiciário permitem redução de até 60% no quadro de pessoal e enorme ganho de produtividade. O secretário de TI do Supremo Tribunal Federal, Paulo Roberto Pinto, propôs-se a auxiliar no que necessário para integrar o Supremo ao Habeas Corpus Virtual, hoje desenvolvido em Rondonia, possibilitando que o processo caminhe em meio eletrônico em todas as suas fases, desde a primeira isntância até a Suprema Corte.
Saiba mais aqui: http://wiki.conip.com.br/Judiciario2008/WebHome
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BrOffice.org substitui bem o Office, da Microsoft.
O BrOffice.org é, por enquanto, a única opção em português de um pacote de aplicativos para escritório em código aberto. Em inglês, é conhecido como OpenOffice.org - que está com uma nova versão, em fase beta, disponível na rede, mas, por questões judiciais, por aqui recebeu o nome de BrOffice.org.
Distribuído pela primeira vez gratuitamente em outubro de 2001, o programa em português está em sua versão 2.4.1, tem 113 MB para download e traz seis softwares: Writer, editor de texto; Calc, de planilha eletrônica; Impress, de apresentações; Draw, para ilustrações em 3D; Math, editor de fórmulas matemáticas; e Base, para banco de dados.
Ao copiar o software, você terá o pacote BrOffice.org completo, com acesso a todos os programas. A grande vantagem de esse pacote estar em português é a possibilidade de usar o corretor de texto em todos os programas.
A interface é bem básica, graficamente sem grandes atrativos, mas o funcionamento é intuitivo, muito parecido com a do pacote Office, da Microsoft. Se nas primeiras versões o programa ainda era pesado demais e "comia" muita memória RAM do computador para rodar, nas mais recentes isso não acontece mais. O BrOffice.org é uma versão sem frescuras do Office tradicional.
Com alguns adicionais. O Writer e o Calc (equivalentes ao Word e Excel), por exemplo, têm o recurso de escrever documentos em PDF; o Writer também edita textos em HTML, codificação própria para exibição em navegadores de internet.
Foi a filosofia democrática por trás dos softwares que fascinou o advogado Otávio Silveira Brotero. Sócio de um escritório de advocacia, ele conseguiu convencer os demais sócios, da mesma família, a usarem o BrOffice.org. "Decidi usar o pacote por ser gratuito, mas, mais importante do que isso, por conta da política de participação do software livre, que tem desempenhado um papel importante na inclusão digital", afirma.
Apesar de ter decidido usar o BrOffice.org também por uma questão ideológica, Brotero diz que isso só foi possível por ele ser compatível com os programas da Microsoft - já que a maioria das pessoas ainda usa o Office. "Se não fosse compatível, não poderia ter mudado radicalmente", diz Brotero.
Por isso, ele faz sempre uma cópia nos formatos tradicionais para enviar aos seus clientes. Segundo o advogado, o principal motivo para a resistência das pessoas em usar o BrOfficeorg é o hábito. A nova interface, botões, nomenclaturas, tudo isso, é inegável, causa estranhamento ao usuário em um primeiro momento
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